
O documentário Shipwrecked: Nightmare at Sea, da Netflix, revisitou o desastre do navio de cruzeiro Costa Concordia, que naufragou em 2012 na costa da Itália.
O acidente aconteceu em 13 de janeiro de 2012, quando o navio atingiu rochas próximas à ilha de Giglio, causando a morte de 32 pessoas e deixando mais de 150 feridos. Entretanto, a produção deixou de fora alguns dos acontecimentos mais marcantes da tragédia.
Entre eles está o fato de que alguns sobreviventes relataram ouvir a música tema do filme Titanic sendo tocada nos alto-falantes durante o caos da evacuação. A coincidência chamou atenção pelo paralelo entre os dois maiores desastres marítimos envolvendo navios de passageiros.
O documentário também não detalha algumas das decisões tomadas pelo capitão Francesco Schettino antes e depois da colisão. Investigações apontaram que ele realizou uma rota próxima demais da ilha, em uma manobra conhecida como “saudação” ou aproximação turística, e que demorou para declarar a emergência e iniciar a evacuação. Schettino foi posteriormente condenado a mais de 16 anos de prisão por homicídio culposo, negligência e abandono de navio.

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Outro episódio que ficou de fora envolve a presença de uma mulher que acompanhava Schettino na ponte de comando durante o acidente, além de relatos sobre falhas de comunicação entre a tripulação e dificuldades durante o resgate. O capitão também afirmou posteriormente que caiu acidentalmente em um bote salva-vidas, versão contestada durante o julgamento.
Após a tragédia, a indústria de cruzeiros passou por mudanças nas regras de segurança, incluindo treinamentos obrigatórios antes da partida e normas mais rígidas para acesso à ponte de comando. O desastre também resultou em uma das maiores operações de remoção de destroços já realizadas, que levou anos e custou bilhões de dólares.
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